O tênis brasileiro teve um dia de altos e baixos no US Open, com o paranaense Thiago Wild emergindo como o único representante masculino na chave de simples a seguir adiante no qualifying. Em uma performance dominante, Wild garantiu sua vaga na próxima etapa do torneio em Nova York, enquanto outros compatriotas como Felipe Meligeni Alves e Gustavo Heide se despediram da competição.
Wild Brilha e Avança no Qualifying
Thiago Wild, atualmente na 202ª posição do ranking da ATP, demonstrou grande forma e eficácia em sua estreia no qualifying do US Open. Ele enfrentou o italiano Raul Brancaccio, número 232 do mundo, e não deu chances ao adversário. A partida foi decidida em apenas 58 minutos, com Wild vencendo por dois sets a zero, com parciais de 6-2 e 6-1. Esta vitória rápida e convincente destaca o bom momento do tenista paranaense, campeão do ATP 250 de Santiago em 2020.

Com o resultado, Thiago Wild aguarda agora o desfecho do confronto entre o italiano Stefano Napolitano e o norte-americano Mackenzie Mcdonald, este último o cabeça de chave número 28 do quali. O vencedor desse embate será o próximo adversário de Wild na busca por uma vaga na chave principal do Grand Slam.
Despedidas Brasileiras no Torneio
Enquanto Wild celebrava, outros brasileiros tiveram um dia menos afortunado. Felipe Meligeni Alves foi um dos que se despediram precocemente do US Open, sendo derrotado na estreia. Ele perdeu para o tcheco Dalibor Svrčina em dois sets, com parciais de 6-3 e 6-4, encerrando sua participação no torneio.
Mais cedo, o tênis nacional já havia registrado outras duas baixas significativas. A mais sentida foi a desistência de João Fonseca. O jovem talento, que ocupa a 26ª posição no ranking mundial, anunciou que não disputaria o Grand Slam devido a um problema abdominal, que o impediu de se recuperar a tempo para a competição.

Gustavo Heide também não conseguiu avançar no qualifying. O paulistano, que chegou a Nova York com um ranking superior ao de seu adversário (133º contra 150º), enfrentou o austríaco Joel Schwaerzler. Heide começou bem, vencendo o primeiro set por 6-2. No entanto, permitiu a reação de Schwaerzler, que virou a partida com um duplo 6-4, quebrando o serviço do brasileiro no último game decisivo.
Outras Esperanças Brasileiras
Apesar das eliminações na chave masculina de simples, o Brasil ainda mantém esperanças em outras categorias do US Open. No qualifying feminino, Laura Pigossi também está na disputa, buscando sua vaga na chave principal.

As maiores expectativas de títulos para o país, contudo, estão nas duplas. No masculino, a parceria de Orlando Luz e Rafael Matos chega ao US Open em excelente fase, vindo de títulos consecutivos nos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati, o que os coloca como uma das duplas a serem batidas. No feminino, Luisa Stefani, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, também figura entre as favoritas. A dupla tem um histórico recente impressionante, sendo vice-campeãs em Wimbledon e semifinalistas em Roland Garros e no Australian Open, consolidando sua posição entre as melhores do circuito.

O Que Isso Significa Para a Região
Para o Norte Pioneiro do Paraná, a performance de Thiago Wild no US Open é motivo de orgulho e inspiração. Embora o tênis seja um esporte individual, o sucesso de um atleta da região em um palco internacional como um Grand Slam ressoa localmente, incentivando a prática esportiva e mostrando o potencial de talentos paranaenses. A visibilidade alcançada por Wild, ao representar o Brasil em um dos maiores torneios de tênis do mundo, reforça a importância do apoio ao esporte e à formação de novos atletas na comunidade.
Fonte: CNN Brasil — Nacional — matéria original publicada em cnnbrasil.com.br. Imagens e vídeos: CNN Brasil — Nacional. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.
