As ações da JBS (BRD: JBSS32) tiveram um desempenho inferior ao de seus concorrentes nos últimos 30 dias, registrando uma queda de 6% no período. No entanto, essa retração não foi interpretada negativamente pelo mercado financeiro, que, em sua maioria, continua a recomendar a compra dos papéis da companhia. Especialistas da XP Investimentos e do Morgan Stanley apontam para um cenário de recuperação e valorização futura, mesmo diante de um terceiro trimestre que se mostra mais desafiador.

Desempenho Recente e Recomendações Otimistas

A JBS apresentou uma performance abaixo de seus pares, com uma queda de 6% nas ações nos últimos 30 dias. Em comparação com a Tyson Foods (TSN) e o índice Russell 1000, a JBS ficou 7 pontos percentuais atrás. No setor de bens de consumo básico dos EUA, a diferença foi de 3 pontos percentuais. Apesar disso, a XP Investimentos elevou a JBS à sua principal recomendação no setor, projetando um potencial de valorização de 69%.

A recuperação do ciclo de bovinos nos Estados Unidos deve impulsionar os resultados da companhia.

Essa é a avaliação dos analistas da XP, que reiteraram a recomendação de compra e atualizaram o preço-alvo para US$ 20,3 por ação. Para o mercado brasileiro, as projeções da XP também são positivas, impulsionadas por exportações mais robustas e melhores preços no mercado doméstico. A casa de investimentos mantém a crença de que a JBS está mais bem posicionada que seus concorrentes em termos de abrangência global (footprint) e excelência operacional, mesmo com a recente queda das ações.

Volatilidade na JBS: Analistas Veem Oportunidade de Compra Apesar da Queda
Foto: InfoMoney — Economia

Análise do Morgan Stanley e Perspectivas para 2027

Para o Morgan Stanley, o desempenho inferior da JBS reflete um terceiro trimestre mais difícil do que o esperado e a volatilidade em torno da oferta da companhia pela Pilgrim’s Pride Corporation (PCC). Além disso, a rotação tática de investimentos para fora da ação, em razão das eleições no Brasil, também contribuiu para a queda. No entanto, os analistas do Morgan Stanley consideram que esses fatores já estão amplamente precificados nas ações.

Nos Estados Unidos, os desafios foram, em parte, compensados por um mercado de carne bovina mais forte. Por essa razão, o banco reiterou sua recomendação de 'overweight' (exposição acima da média, equivalente à compra), com um preço-alvo de US$ 19,50. Este valor representa um potencial de alta de aproximadamente 60%.

O Morgan Stanley mantém suas estimativas para a carne bovina nos EUA em 2027 acima das expectativas do mercado, calculando um Ebitda consolidado 3% superior ao consenso. Para o próximo ano, o banco projeta uma melhora operacional para a JBS, combinada com uma forte geração de Fluxo de Caixa Livre (FCF) e um Ebitda maior. Segundo os analistas do Morgan Stanley, essa performance deve permitir mais um ano de remuneração atrativa aos acionistas, com a expectativa de cerca de US$ 1 bilhão em dividendos.

Volatilidade na JBS: Analistas Veem Oportunidade de Compra Apesar da Queda
Foto: InfoMoney — Economia

Terceiro Trimestre e Recuperação da Margem Ebitda

O terceiro trimestre de 2026 deve apresentar resultados mais fracos para a JBS, com um mix de pontos positivos e negativos entre suas diversas divisões. Contudo, a carne bovina nos EUA é apontada pelo Morgan Stanley como o principal destaque positivo.

A projeção para a operação de carne bovina nos EUA indica uma margem Ebitda de 0,7% para o terceiro trimestre, o que representa um aumento de 200 pontos-base em relação ao trimestre anterior. Este resultado levaria a companhia ao maior nível de rentabilidade desde o quarto trimestre de 2024. O Morgan Stanley acredita que o pior momento para a operação de carne bovina nos EUA já passou, e, por isso, recomenda que os investidores olhem além da volatilidade trimestral, focando nas perspectivas para o próximo ano.

O que isso significa para a região

A JBS, como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, tem uma presença significativa na cadeia produtiva agropecuária, incluindo o Norte Pioneiro do Paraná. A saúde financeira e as perspectivas de crescimento da companhia impactam diretamente produtores rurais, frigoríficos, transportadoras e toda a economia local que depende da agroindústria. A valorização das ações e a melhora operacional projetada podem se traduzir em maior investimento na cadeia de produção, geração de empregos e fortalecimento do agronegócio na região. A recuperação do ciclo de bovinos nos EUA, por exemplo, pode indiretamente influenciar os preços e a demanda por insumos e produtos relacionados à pecuária aqui no Brasil, beneficiando a economia regional.

Volatilidade na JBS: Analistas Veem Oportunidade de Compra Apesar da Queda
Foto: InfoMoney — Economia

Serviço

Para informações adicionais sobre o mercado financeiro e análises de empresas, recomenda-se consultar fontes especializadas como a XP Investimentos e o Morgan Stanley, cujas análises foram a base para esta reportagem.

Leitura da LZ7 Energia

A performance de grandes empresas como a JBS, que têm forte ligação com o agronegócio, é um termômetro importante para a economia regional. Um cenário de crescimento e investimentos na agroindústria, impulsionado por boas perspectivas financeiras, pode gerar maior demanda por energia elétrica e, consequentemente, incentivar a busca por soluções mais sustentáveis e econômicas. A energia solar, nesse contexto, surge como uma alternativa viável para empresas do setor, reduzindo custos operacionais e contribuindo para a sustentabilidade ambiental, alinhando-se às crescentes exigências de mercado e consumidores por práticas mais verdes. A LZ7 Energia está atenta a essas movimentações, oferecendo soluções que garantem eficiência energética e economia para o setor produtivo do Norte Pioneiro do Paraná.

Fonte: InfoMoney — Economia — matéria original publicada em infomoney.com.br. Imagens e vídeos: InfoMoney — Economia. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.