O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu às urnas neste sábado (24/10/2026) para votar de maneira antecipada nas eleições de meio de mandato norte-americanas, conhecidas como midterms. O voto foi registrado no condado de Palm Beach, no estado da Flórida, antes de o chefe de Estado seguir viagem para cumprir agenda eleitoral com um comício no estado da Geórgia.

Votação antecipada em Palm Beach e histórico eleitoral

Trump esteve acompanhado da primeira-dama, Melania Trump. O casal compareceu junto à sede da Supervisão de Eleições do Condado de Palm Beach (Palm Beach County Supervisor of Elections), situada na cidade de West Palm Beach. Antes de registrar sua participação cívica, o presidente passou o período da manhã em seu campo de golfe, localizado nas proximidades da seção eleitoral.

Ostentando no peito o tradicional adesivo eleitoral norte-americano com a frase “I Voted” (“Eu votei”), o republicano confirmou publicamente que apoiou integralmente os candidatos de seu partido nas cédulas locais. Quando questionado diretamente por jornalistas se havia seguido a linha partidária completa em todas as escolhas, Trump confirmou sua posição:

“Com toda a certeza.” — Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

A participação presencial antecipada e por correio em pleitos recentes tem atraído atenção sobre o mandatário. Trump já enfrentou críticas no cenário político por ter recorrido ao voto por correspondência, modalidade eleitoral que foi alvo frequente de seus questionamentos públicos ao longo dos últimos anos.

Apoios nas disputas da Flórida para o governo e o Senado

Na Flórida, domicílio eleitoral do presidente, a corrida pelo governo estadual busca definir o sucessor do atual governador Ron DeSantis, que não pode concorrer à reeleição devido ao limite constitucional de mandatos no estado. Para o posto, Trump declarou apoio ao deputado federal republicano Byron Donalds. O congressista disputa a chefia do Executivo estadual contra David Jolly, figura política que já foi filiada ao Partido Republicano, passou pela condição de independente e atualmente concorre pelo Partido Democrata.

Além da disputa pelo governo local, Trump também esteve ativamente engajado na campanha da senadora republicana Ashley Moody. A parlamentar busca se manter na cadeira para cumprir os dois anos finais do mandato que pertencia a Marco Rubio, atual secretário de Estado norte-americano. Moody enfrenta na disputa eleitoral a parlamentar estadual progressista Angie Nixon.

Polêmicas eleitorais em Ohio e processo judicial no Alasca

Ao falar com a imprensa no local de votação, Trump saiu em defesa de campanhas republicanas em outras partes do país. O presidente voltou a defender uma peça publicitária veiculada por Vivek Ramaswamy, candidato republicano ao governo do estado de Ohio. A propaganda eleitoral tornou-se centro de intensa reação contrária e críticas públicas por expor a mãe afastada da concorrente democrata, a médica Dra. Amy Acton. O caso envolve traumas familiares: a mãe de Acton perdeu a custódia dos filhos após o padrasto das crianças ter sido formalmente indiciado pelo estupro de Acton quando ela tinha apenas 12 anos de idade.

O republicano também tratou da complexa disputa pelo Senado dos Estados Unidos no estado do Alasca. Trump justificou e defendeu sua decisão de orientar a administração federal a ingressar com uma ação judicial para impedir a certificação do resultado eleitoral caso o senador republicano Dan Sullivan seja derrotado nas urnas. O imbróglio jurídico decorre da presença de um segundo concorrente com o mesmo nome registrado na cédula de votação local, outro candidato também chamado Dan Sullivan, situação que a equipe jurídica de Trump alega causar confusão entre os eleitores.

Comentários sobre a guerra no Irã

Ainda diante dos repórteres que cobriam o momento da votação em West Palm Beach, o presidente norte-americano abordou o conflito militar em andamento envolvendo o Irã. Trump adotou um tom assertivo sobre os rumos do confronto no Oriente Médio e as possibilidades de negociação diplomática:

“Talvez eu tenha que dar um fim nisso. Ou talvez eles façam um acordo, mas não tenho certeza. De qualquer forma, nós vencemos.” — Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Atuação de Melania Trump na Ucrânia

A primeira-dama Melania Trump também foi abordada pelos repórteres presentes na sede eleitoral da Flórida. Na mesma semana, Melania atuou diretamente nas tratativas que intermediaram um cessar-fogo pontual entre as forças da Rússia e da Ucrânia na cidade ucraniana de Oleshky, localidade severamente castigada pelo conflito e ocupada pelas forças militares russas. O acordo mediado teve caráter estritamente humanitário, permitindo a entrega emergencial de suprimentos e assistência, além da evacuação segura de moradores civis.

Indagada pelos profissionais de imprensa se pretendia viajar pessoalmente até a Ucrânia após essa intervenção diplomática, a primeira-dama respondeu de forma contida:

“Veremos.” — Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos

A declaração encerrou o contato de Donald e Melania Trump com os jornalistas na saída do posto eleitoral da Flórida, antes do deslocamento da comitiva oficial rumo ao estado vizinho da Geórgia.

Leitura da LZ7 Energia

A menção aberta do presidente norte-americano à guerra no Irã e à possibilidade de desfecho militar ou acordo tem impacto direto sobre os mercados globais de commodities, em especial o petróleo e o gás natural. Em momentos de instabilidade geopolítica no Oriente Médio, as oscilações no barril de petróleo afetam os custos logísticos e de combustíveis em todo o mundo. Para a matriz brasileira, variações extremas no mercado fóssil reforçam a relevância da previsibilidade das fontes renováveis, como a energia solar, que blindam o setor produtivo regional contra a volatilidade inflacionária internacional.

Fonte: CNBC — Economia global — matéria original publicada em cnbc.com. Imagens e vídeos: CNBC — Economia global. Texto apurado e reescrito pela redação da LZ7 Energia.